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Atleta do time de vôlei de praia do Canadá Heather Bansley
O calor de 40°C no Rio não deve atrapalhar a performance das atletas do vôlei de praia do Canadá. Acostumadas com o inverno rigoroso de seu país, as jogadoras vieram preparadas para a Olimpíada com um uniforme tecnológico que promete ajuda-las a superar o calor e, quem sabe, conseguir um lugar no pódio. As informações são do site da revista Sports Illustrated.

Para criar a roupa especial foi preciso a ajuda de outro time: o dos cientistas. Mais de 35 especialistas da empresa de equipamentos Lululemon e do laboratório Whitespace se uniram em um espaço de 10 mil metros quadrados para desenvolver um uniforme que se ajustasse ao corpo das atletas, mas que também fosse bonito.

Esse laboratório é dividido em vários espaços. Um deles é para testes com novas fibras, tecidos e fios, onde tudo é analisado milimétricamente por um telescópio. Há outro que usa um scanner para tirar fotos do corpo do atleta enquanto ele se movimenta a cada 1,5 milissegundo. Além disso, monitores analisam a atividade muscular e cerebral do atleta enquanto ele testa um dos produtos, o que dá informações precisas sobre como o uniforme define o desempenho.

Tom Waller, vice-presidente do Whitespace, disse ao site que a primeira fase de criação foi compreender o desejo das atletas. "Elas estão gastando uma enorme quantidade de tempo no produto e você tem que ser sensível a todos aqueles olhares sobre elas. Elas querem saber como vão parecer e como vão se sentir."

Levando isso em conta, os cientistas criaram uma câmara que mimetiza a pele humana e fornece dados sobre a evaporação do corpo. Com isso, eles desenvolveram um tecido que absorve mais suor. Sua malha vem com proteção contra raios solares equivalente a um protetor 50 e tem traçado vertical, o que cria mais densidade e, consequentemente, evita que a roupa se estique.

Uniforme do time de vôlei de praia feminino do Canadá para a Olimpíada no Rio

Outro fator analisado pelos especialistas foi o movimento feito pelas atletas durante o jogo. "No torneio, normalmente, os tops sobem", conta Clare Robertson, designer da Lululemon. Por isso, ela criou os tops com tiras unidas, assim eles não se movem durante as partidas.

Especificamente para o time canadense, o laboratório simulou a temperatura do Rio e a textura da areia da praia de Copacabana para criar um uniforme com ajuste perfeito. Essa câmara climática pode recriar qualquer clima no mundo, a partir de -30°C até 50°C, alterando as taxas de fluxo de ar e o aumento da altitude.

Lembra que o principal objetivo dos cientistas era que o uniforme, além de funcional, também fosse bonito? Então, nesse quesito a Lululemon foi bem tradicional e apostou nas cores que compõem a bandeira do Canadá: vermelho, branco e preto.

A surpresa está na parte interna do uniforme, onde a frase "Esteja nesse momento. É seu" está bordada em inglês. Bom, o momento pode até ser delas, mas esperamos que a medalha seja nossa. 



Pela primeira vez após 21 edições olímpicas, o Brasil terá uma atleta do pentatlo moderno como porta-bandeira da delegação na cerimônia de abertura dos Jogos, na próxima sexta-feira (5).
 
A pernambucana Yane Marques, 32, foi escolhida por votação popular na Internet e seu nome foi anunciado na noite deste domingo (31) no "Fantástico", da TV Globo.
 
Yane será a segunda mulher a ter tal honra. Em Sydney-2000, Sandra Pires, campeã olímpica do vôlei de praia quatro anos antes, conduziu a bandeira na festa de abertura.
 
"Foram algumas surpresas. Primeiro a indicação e agora esse resultado. Concorrer com duas feras que eu sou fã, admiro demais, mas estou transbordando de alegria", afirmou Yane à TV Globo.
 
"Acho que carregar a bandeira já é uma situação honrosa. No país, país-sede, todo mundo assistindo. Quero ser uma porta-bandeira muito alegre e uma porta-voz deste sentimento que representa a Olimpíada. Que o país se una mais. Quero ser uma porta-bandeira muito feliz e que represente muito bem os brasileiros", completou.
 
O COB (Comitê Olímpico do Brasil) escolheu os três nomes para concorrer ao pleito realizado no site da Globo.
 
Única mulher da lista de concorrentes, Yane é a primeira porta-bandeira do Brasil sem ouro olímpico desde Walter Carmona, que teve tal honra em Seul-1988 -o judoca foi bronze em Los Angeles-1984.
 
Nascida em Afogados da Ingazeira, cidade de 42 mil habitantes a cerca de 300 quilômetros do Recife, a pentatleta nem sequer participaria da cerimônia de abertura. Como compete apenas nos dias 18 e 19 de agosto, ela estaria treinando em Curitiba e não estaria no Rio na próxima sexta (5).

A ressaca do mar, aliada a ventos fortes, causou danos em estruturas associadas aos Jogos Olímpicos neste sábado (30). Na Marina da Glória, sede das competições de vela da Rio-2016, a rampa instalada para o acesso dos atletas até a água foi parcialmente destruída pela corrente de vento.

Na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, a água chegou à estrutura projetada para abrigar os estúdios de emissoras de TV que compraram direitos de exibição dos jogos. Esta construção foi erguida sobre a areia.

Após incidente, um muro com placas de ferro foi feito às pressas para conter as ondas. Na arena de vôlei de praia, também localizada na praia de Copacabana, a organização dos Jogos recorreu a caminhões de areia para construir uma barreira de proteção contra a ressaca. As ondas não chegaram a atingir esta instalação olímpica.

A água chegou ao calçadão de Copacabana e atingiu quiosques. No fim da tarde, o garçom Fernando Ferreira, 51, ainda varria o chão do quiosque onde trabalha. "Isso não era imprevisto, acontece o tempo todo. Só neste ano foi a terceira vez."

Procurado pela reportagem, o comitê organizador Rio-2016 informou que a empresa responsável pela instalação da rampa na Marina da Glória está no local para avaliar os danos. Acrescentou ainda que não há previsão para a recuperação da estrutura atingida.

Existe uma rampa menor na Marina, de concreto, que passou a ser utilizada pelos atletas que estão treinando no local. Sobre a ressaca em Copacabana, o comitê Rio-2016 afirmou que a estrutura dos estúdios de TV não foi impactada pela ressaca.

Vinicius Konchinski/UOL

A Arena de Vôlei de Praia da Rio-2016 deve mesmo ser a última estar pronta para receber atletas. Faltando exatamente oito dias para o início dos Jogos Olímpicos, ainda há muito trabalho a ser feito no local. Tanto que jogadores só poderão usar a quadra principal para treinamentos a partir de 1° de agosto, ou seja, quatro dias antes da cerimônia de abertura da Olimpíada (dia 5 de agosto) e cinco antes da primeira partida do torneio olímpico de vôlei de praia (dia 6).

A Arena de Vôlei de Praia é temporária e fica na praia de Copacabana, um dos cartões postais do Rio. Justamente por sem temporária, a construção do espaço foi iniciada só no mês de junho, sob a responsabilidade do Comitê Organizador Rio-2016. Ainda em junho, a obra chegou a ser embargada por falta de licença ambiental do município.

Na manhã desta quinta (28), operários trabalhavam na estrutura da instalação esportiva, em suas ligações elétricas, de iluminação e para transmissão das partidas pela televisão. Até a areia da arena principal passavam por tratamento antes de receber a rede e as áreas de apoio aos atletas.

Ao redor da quadra principal, banheiros e outras estruturas passavam por ajustes. Quatro quadras construídas exclusivamente para treinamento estavam abertas a jogadores. Só uma dupla de jogadoras, Sarah Pavan e Heather Bansley, do Canadá, treinaram em um dos espaços.

Sarah disse que a estrutura disponível até agora é satisfatória. Ela só ressaltou que é evidente que há muito trabalho a ser concluído até a Olimpíada e é importante que ele seja feito sem adiamentos. "Dá para ver que ainda há muito o que fazer", afirmou ela. "Espero que tudo esteja pronto o quanto antes pois é importante para os atletas treinarem na quadra principal antes da competição. "

O treinador de Sarah e Heather, o americano Scott Davenport, também disse que não tem queixas a fazer da arena de vôlei até agora. Só espera que fique pronta o quanto antes para que atletas possam se adaptar, principalmente à rede. "A rede da quadra principal é de LED, diferente da usada nas quadras de treinamento. Precisamos treinar na arena principal antes do início do torneio", afirmou. "Também espero que haja tempo para decorar o espaço."

O Comitê Rio-2016 ratificou que a quadra principal estará, sim, aberta na semana que vem e receberá uma cobertura decorativa para os Jogos. O diretor executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), Christophe Dubi, havia dito na semana passada, porém, que ela estaria pronta para atletas até esta sexta, o que não ocorrerá.

Dubi reconheceu que a Arena do Vôlei de Praia é a que demanda mais trabalho na reta final de preparação do Rio para a Olimpíada, junto com o Velódromo, que fica no Parque Olímpico. Para o COI, entretanto, isso não é preocupa-se. Para o órgão, todas estarão prontas a tempo dos Jogos.

Na segunda-feira, o Velódromo da Rio-2016 foi aberto para treinamento em meio a obras. Por conta das intervenções, havia poeira na pista, o que é um problema para o uso da instalação.